Eduardo Sá

 

Uma porta e um caminho

Escrito por Eduardo Sá Sexta, 23 Novembro 2012 | Visto - 6938

Crónica de Eduardo Sá.


 

Quem tem medo compra um não

Escrito por Eduardo Sá Quinta, 15 Novembro 2012 | Visto - 17562

A diferença entre as pessoas corajosas e os medricas é que as primeiras reconhecem os medos e os segundos são, unicamente, destemidos na forma como os iludem. Por outras palavras: todos temos medo. E isso é bom.


   

“Querida mãe, querido pai, então que tal?...”

Escrito por Eduardo Sá Segunda, 12 Novembro 2012 | Visto - 8255

Embora pareçam pessoas (num formato, levemente, mais pequeno... e mais ágil) as crianças, pela sofisticação com que vêm equipadas, necessitam de cuidados mais ou menos delicados, sempre que se lida com elas.

   

Ir à Lua aprender

Escrito por Eduardo Sá Segunda, 22 Outubro 2012 | Visto - 16028

A escola magoou-me, quase todos os dias. E foi por isso que só muito tarde descobri que ela podia ser a minha casa. Nunca percebi porque é que a gramática tinha de se aprender com lágrimas...


   

Todas as crianças são nossos filhos

Escrito por Eduardo Sá Quarta, 17 Outubro 2012 | Visto - 28188

Não é por se diminuir o número de crianças em orfanatos  que Portugal se transforma num país amigo das crianças. E jamais seremos pais de verdade enquanto houver crianças de  primeira e bastardos.


   

Porque é que deixamos de voar?

Escrito por Eduardo Sá Quinta, 11 Outubro 2012 | Visto - 11617

As pessoas, quando crescem, dão-se pouco umas às outras. Se as sentimos com o coração desnorteado no seu peito, sossegando-nos para elas, dizem-nos: «não é nada!».

   

Desespero em silêncio

Escrito por Eduardo Sá Quarta, 03 Outubro 2012 | Visto - 8432

Se a epidemia de gripe mereceu meios, a violência que a escola assinala - seja a que se dá em meio escolar, seja a que ela detecta - devia exigir uma provedoria da escola. 


   

Juramento dos amigos da escola

Escrito por Eduardo Sá Domingo, 23 Setembro 2012 | Visto - 6116

Eu, abaixo assinado, declaro, solenemente, que lutarei para que uma sociedade aberta ao conhecimento, não se construa à margem da pergunta e da diferença, nem das histórias, do brincar ou da conversa. Porque uma escola que fratura humanidade e conhecimento (ou que divide os alunos, distinguindo os diferentes dos iguais ou os que aprendem dos que têm necessidades educativas especiais) ouve mas não escuta, exige atenções mas é desatenta. E, sendo assim, reclama-se inclusiva mas não será acolhedora.

E, declaro ainda, que lutarei (até que vença) para que se reconheça - com respeito pela dignidade das pessoas e pelo futuro - que o melhor indicador de sucesso educativo não é, nem nunca foi, a empregabilidade, mas que será, para sempre, a sabedoria. Se a empregabilidade representa uma visão de mundo, onde os valores do dinheiro fazem com que a paixão seja pilhada e capitule, só quando sabedoria e trabalho se casam um com o outro, ligam a humanidade dos gestos, a ousadia de nunca se deixar de perguntar «porquê?», a lealdade de interpelar e de contrapor, o arrojo de pensar e a clarividência de empreender, que distinguem quem ama (a vida, as pessoas e o conhecimento) daqueles que, tenham os sonhos que tiverem, se resignam a ser, mansamente, adaptados.

Eu, abaixo assinado, comprometo-me solenemente a estar distraído sempre que um professor não tiver um jeitinho especial para me render aos encantos do que ensina. E que farei por exigir autoridade a quem, somente, exiba disciplina. E declaro, ainda, que, honrando isso, tudo farei para me insubordinar contra todos aqueles que confundem democracia de oportunidades com mediocridade e sucesso educativo com exigências minimalistas (que, ao adoçarem as notas, mentem sobre a forma como todos temos, premeditadamente, descuidado a educação). E declaro, por fim, que lutarei por demonstrar que aprender com gosto é e fácil e é bonito, mas que o rendimento sem alma é humilhante e um embuste.

E comprometo-me a reconhecer que a escola jamais será, unicamente, um local para desenvolver (algumas) competências mas que ela serve, sobretudo, para nos educarmos uns aos outros. E, só depois, para aprender. E que, sejam quais forem as circunstâncias em que o exijam, nunca irei pactuar com essa vertigem esquizofrénica que acarinha quem repete e que castiga quem copia.

Eu, abaixo assinado, declaro solenemente que a escola é um formidável complemento aos cuidados da família e reconheço que muitos professores, pela bondade e pela sabedoria com que nos iluminam, dão mais crédito ao desafio do crescimento que muitos tios e que muitos pais. E que, por isso mesmo, serei, para sempre, contra toda a educação que se dirija mais para a vaidade do que para a admiração, onde as pessoas, depois de aprenderem, sejam mais facilmente instigadas a reconhecerem os enganos dos outros do que a aprenderem com os seus, e a subtrair (qualidades) do que a fazer a diferença. Porque um mundo que acarinha as aparências em prejuízo da integridade (um mundo onde a demagogia inquina a política ou o populismo enviesa a justiça) mascara e mente mas não admira e não aprende. E um mundo assim terá na escola, para sempre e por amor à verdade, um adversário que jamais se deixará vencer.

E comprometo-me ainda a empenhar-me para que pontos de vista contraditórios nunca nos deixem de encaminhar para sínteses íntegras, simultaneamente mais complexas e mais simples, mais singulares e mais plurais, que não favoreçam a exibição do conhecimento mas que o desafiem para a clarividência diante das dúvidas (e que reconheçam, com humildade, que tem faltado fé ao conhecimento - fé nas pessoas e fé no futuro - e que conhecimento sem boa fé não é conhecimento mas, antes e só, obscurantismo).

Por tudo aquilo que acabei de ler, que será objeto de juramento e que irei assinar, declaro estar unicamente disponível para o regresso às aulas (porque a escola são todos os lugares onde há quem nos ensine que quem aprende com os erros nunca foge às responsabilidades. E que só assim se admira, se é íntegro, se aprende e se educa).








   

Pede um desejo

Escrito por Eduardo Sá Sexta, 07 Setembro 2012 | Visto - 14328

Precisamos de pessoas que sejam o nosso horizonte.


   

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Editorial.

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