Aprender a evitar a infeção urinária

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O verão está aí, e com ele a necessidade de beber mais água. As perdas insensíveis de água (transpiração, respiração...) aumentam e embora o calor, por si, dê alguma sensação de mais sede, esta pode não ser suficiente para cobrir
as necessidades da grávida.


Assim, a grávida deve, de forma consciente, obrigar-se a beber com maior frequência para que no total resulte maior quantidade de líquidos ingeridos. “Líquidos” devem ser maioritariamente água e chás sem açúcar; refrigerantes devem ser evitados e mesmo os sumos naturais devem ser tomados pontualmente, não esquecendo, nessas ocasiões, de descontar a fruta contida no sumo à  dose total de fruta do dia. A fruta tem vitaminas, minerais... mas também tem açúcar.

E porquê tantos líquidos? Uma criança do ensino básico será capaz de lhe dizer que somos essencialmente constituídos por água, e repor essa água será uma boa razão. Mas na grávida essas necessidades são mais críticas: a água é matéria prima para a formação do líquido amniótico, a água é o melhor relaxante muscular natural que existe, e o útero é um músculo, sendo por isso a medida mais básica para evitar as contrações e o risco de parto pretermo. Finalmente, sabendo que a grávida faz retenção de líquidos, “roubando-os” ao seu circuito natural, torna-se necessário manter essa água em circulação, fazê-la passar pelos rins em bom débito para que estes a filtrem, a deixem seguir para a bexiga e esta tenha de se esvaziar com frequência para que não seja ela própria uma “piscina” meio cheia, um ótimo meio de cultura para as bactérias. A grávida já tem uma predisposição especial para ter infeções: devido ao aumento da progesterona, a sua bexiga relaxa um pouco, não se esvazia completamente, mantendo sempre algum resíduo que se torna um verdadeiro “spa” para as bactérias...

Assim, há que manter a renovação desse meio, forçando-a a beber mais e obrigando os rins a trabalhar mais. Esta será a melhor forma de contrariar a tendência para infeções inerente à gravidez. É preciso recordar que a infeção urinária, muitas vezes assintomática na grávida, é só por si fator de risco de parto prematuro.  Será caso para dizer: pela sua saúde (e do seu filhote), beba água!

Sabia que... As necessidades diárias de água correspondem a cerca de 30 ml por quilo de peso da grávida.


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