Dieta pobre na gravidez afeta várias gerações

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Os efeitos indesejáveis de uma dieta inadequada na gravidez são visíveis não só no bebé que nasce, mas também nos descendentes dessa criança, num efeito em “dominó” que se prolonga, pelo menos, durante duas gerações. A advertência é feita por especialistas britânicos, que ressaltam problemas como o baixo peso ao nascer ou dificuldades de desenvolvimento regular da infância como as situações mais correntes.

A equipa da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical seguiu a vida de vários indivíduos, nascidos na Gâmbia entre 1972 e 2011 numa região conhecida por ter períodos de abundância alimentar – durante a época das chuvas – e outros de escassez. As mães que atravessaram o terceiro trimestre da gravidez durante a altura de alimentação mais escassa tinham recém-nascidos tendencialmente mais pequenos e de menor peso.

Ao longo dos anos, o desenvolvimento – tanto físico como emocional – dessas crianças apresentou médias mais baixas e os efeitos continuaram a ser visíveis mesmo quando os netos das grávidas originais começaram a nascer. “Este trabalho mostra que demora várias gerações a eliminar os maus resultados de uma dieta pobre na gestação. Existe, efetivamente, uma influência nefasta ao longo do tempo e é por isso essencial que os programas de apoio nutricional sejam continuados”, defende Andrew Prentice, um dos autores do estudo.

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