Jovens tomam psicofármacos a mais?

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A maioria dos jovens entre os 13 e os 18 anos que toma medicamentos psicofármacos para gerir situações de saúde mental tem acesso a esta terapia através de receitas médicas. No entanto, e dado que o sistema nervoso central ainda se encontra em desenvolvimento nesta faixa etária, alguns especialistas nacionais questionam até que ponto esta é uma atitude isenta de consequências nefastas. Em suma: estão os adolescentes a ser medicados demais?

A ideia é levantada no relatório do Programa de Saúde Prioritário na área da Saúde Mental – 2017. Segundo o mesmo documento, o maior consumo de psicofármacos, nomeadamente tranquilizantes e sedativos, deu-se já perto dos 18 anos, idade em que 17,2 por cento dos jovens consumiram estes medicamentos, mediante receita médica, e 6,1 por cento sem a prescrição do clínico. Aos 17 anos, a prescrição com receita médica destes fármacos atingiu os 15,6 por cento e os 6,4 por cento sem receita. Os jovens com 15 anos registam uma percentagem de 12,7 por cento com receita e cinco por cento sem prescrição.

Confrontados com as estatísticas, os autores do relatório referem que “é inevitável questionar sobre a racionalidade da prescrição destes fármacos”. Isto porque “o sistema nervoso central tem um amadurecimento lento e complexo que estará concluído pelos 18 anos, o que justifica a recomendação de evitar a utilização de substâncias psicoativas até então”, lê-se no documento.

Para 2020, os responsáveis do Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM) pretendem aumentar em 25 por cento o registo das perturbações mentais nos cuidados de saúde primários e inverter a tendência da prescrição de benzodiazepinas na população através da sua estabilização. Em paralelo, está prevista a criação de 1500 lugares para adultos e 500 para crianças e adolescentes em cuidados continuados integrados de saúde mental e ainda aumentar em 30 por cento o número de ações no âmbito dos programas de promoção da saúde mental e de prevenção das doenças mentais.

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