Mães que amamentam duplicam em Portugal

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O número de mães portuguesas que amamentam os seus bebés em exclusivo até aos três e quatro meses de idade duplicou nos últimos 20 anos. Os dados são do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e pela Escola Nacional de Saúde Pública, que avaliou amostra de 5912 mulheres com idades entre os 15 e os 55 anos

Em 2014, 60 por cento das mulheres residentes no continente amamentavam em exclusivo pelo menos até aos três meses, contra apenas 35 por cento em 1995. Quando se fala das mães que amamentavam em exclusivo até aos quatro meses, a percentagem passou no continente de cerca de 25 por cento em 1995 para mais de 50 por cento em 2014.

De acordo com o jornal “Público”, esta evolução foi potenciada pela criação, em 1994, da iniciativa “Hospital Amigo dos Bebés” a partir de um programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNICEF e começou a formar os primeiros especialistas em aleitamento materno que, por sua vez, iniciaram formações em hospitais. “Começou aí o esforço de consciencialização da necessidade de manter o bebé ao lado da mãe a seguir ao parto e de promover a amamentação para além dos primeiros dias de vida”, garante Isabel Loureiro, especialista em saúde pública e uma das autoras do estudo.

Isabel Loureiro adverte, porém, que Portugal está ainda longe da meta da OMS que recomenda que os bebés sejam amamentados em exclusivo até aos seis meses e que a introdução de alimentação variada ocorra após esse período. Para isso, a especialista advoga uma “política oficial de promoção do aleitamento materno”, que esclareça quais as melhores práticas alimentares até aos dois anos e promova a formação dos profissionais que tomam conta das crianças.

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