Rendimento da família influencia saúde do coração

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As crianças que crescem em famílias com maiores dificuldades económicas têm, desde o nascimento, um risco acrescido de problemas cardiovasculares, nomeadamente ataques de coração e AVC. Nas origens deste fenómeno estão as fracas coberturas de acompanhamento médico, níveis de vida mais sedentários e nutrição deficitária ao longo da infância.

De acordo com investigadores da Associação Americana do Coração, não só as artérias das crianças apresentam um endurecimento precoce, como esse problema afeta cerca de metade dos menores de baixos rendimentos, num crescendo que chega a níveis insustentáveis no início da idade adulta.

Os especialistas afirmam que a exposição a fatores inflamatórios e infeciosos fazem aumentar a ameaça à saúde cardiovascular infantil e advogam a necessidade de tomar medidas específicas junto das comunidades mais desfavorecidas, nomeadamente o aumento de cuidados pré-natais, a prevenção de baixo peso do recém-nascido e estratégias para evitar a exposição ao fumo de tabaco em segunda mão.

“As estratégias preventivas na infância são mais eficazes que as que são iniciadas na idade adulta”, ou seja, quando os problemas cardiovasculares já se encontram, em muitos casos, bastante estabelecidos, dizem os autores do trabalho, num artigo publicado na revista científica da associação. Em paralelo, os mesmos especialistas defendem a promoção de “importantes comportamentos de saúde, a nível de nutrição e de exercício físico”, dado que é durante o crescimento que se estabelecem os hábitos para a vida.

 

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