Jardinagem combate obesidade infantil

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Passar tempo em espaços ao ar livre a fazer jardinagem com crianças e jovens é uma estratégia eficaz de combate à obesidade infantil, garantem investigadores da Universidade da Califórnia (EUA). Isto porque testemunhar o crescimento e desenvolvimento de plantas – em especial a de caráter comestível – transmite mensagens positivas sobre nutrição e a importância de produtos frescos e naturais na dieta. E também combate o sedentarismo.

Para além de evitar que as crianças e jovens caiam nas malhas do excesso de peso, a jardinagem também permite às que já são obesas perderem os quilos mais rapidamente. De acordo com Rachel Scherr, autora principal do trabalho publicado no “Journal of Nutrition Education and Behavior”, elas “têm tendência a emagrecer mais rapidamente no decorrer do primeiro ano em que fazem trabalhos no jardim ou na horta”.

Para chegarem a estas conclusões, os investigadores norte-americanos estudaram o impacto de aulas de jardinagem oferecidas em várias escolas da Califórnia a 230 alunos de nove e dez anos. A evolução do Índice de Massa Corporal (IMC) deste grupo foi então comparado com um grupo de 179 crianças da mesma idade que não frequentaram as aulas de jardinagem. No decurso do ano escolar, a equipa verificou que nos estabelecimentos de ensino onde se jardinou, não só “existe uma proporção mais baixa de alunos obesos”, como a percentagem de crianças anteriormente diagnosticadas como obesas desceu de 55,6 para 37,8 por cento.

Para além de ajudarem o jardim, as crianças viram os vegetais, frutas e legumes serem utilizados para a preparação de refeições escolares nas cantinas e também tiveram a oportunidade de levar alguns para usar em casa. Em consequência, e porque se sentiam “responsáveis pelos alimentos”, os alunos escolhiam mais frequentemente estas opções para os seus almoços e jantares. Daí à queda visível de peso foi um passo.

“A perda significativa de IMC em tantos alunos apanhou-nos de surpresa e acreditamos que parte do fenómeno também se deve ao aumento da atividade física”, reconhece Rachel Scherr, para quem os resultados observados provam que “a jardinagem é um meio efetivo para transmitir informações positivas sobre a saúde e reforçar conceitos de nutrição tanto no meio escolar como junto das famílias”.


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